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News 42 - Por que Svend Brinkmann quer que você demita o seu Coach

May 31, 2017

 

Essa é a provocação sugerida na matéria publicada pelo site exame.com que você pode acessar no link

 

http://exame.abril.com.br/carreira/por-que-este-professor-quer-que-voce-demita-o-seu-coach/

 

E a matéria traz em si uma certa razão, pois acredito que você deva demitir toda e qualquer pessoa que se mostre incompetente. A começar por você que a contratou. Então, deixemos de emoções negativas e vamos ao que interessa.

 

Primeiro: há uma forte confusão na matéria sobre autoajuda e coaching. O próprio conceito de coach está equivocado. Auto ajuda nada mais é do que uma pessoa ajudar a si mesma, procurando utilizar seus melhores recursos para obter melhores resultados. E o termo coach é oriundo de veículos produzidos na cidade belga de Kócz e que tinham (como todos os veículos têm) a possibilidade de levar alguém de um ponto A para um ponto B. Assim, coach é o motorista da carruagem (cocheiro dos filmes de Western), que conduz a pessoa de uma origem a um destino, obviamente numa relação intercambiável onde ambos, coach e coachee, têm responsabilidades e ações a serem feitas.

 

O filósofo confunde individualismo com individualidade. O individualismo prevê uma atitude voltada para si mesmo, motivada pelo ego, dando origem ao egoísmo e estimulando o indivíduo a criar tudo pra si deixando para compartilhar apenas como herança, ou seja, quando morrer; a individualidade é motivada pela auto preparação, auto observação, auto correção para que o indivíduo possa ser o melhor que puder quando estiver a serviço do outro, motivado pela consciência do coletivo, dando origem ao altruísmo, compartilhando o que planta e colhe, construíndo um legado.

 

Na visão do filósofo as pessoas estão atrás de fortuna, amigos e sucesso. Entendo que as pessoas buscam acessar seus valores internos e o fazem por meio de elementos externos. Tanto o é que há pessoas que têm tudo que o dinheiro pode comprar mas ainda assim têm um buraco dentro do peito cuja causa não sabem descrever. Quando você compra algo, você quer esse algo ou o que isso te proporciona?

Ao mencionar o livro de auto ajuda de Norman V. Peale, dá a entender que Donald Trump se tornou quem é por conta do livro e isso não deve ser verdade. Há vários elementos que influenciam na formação de um indivíduo. Não se pode acreditar nesse raciocínio.

 

Quando Svend faz o comentário acerca do foco no auto desenvolvimento, ele assinala a ideia de interdependência como elemento fundamental e isso faz todo sentido. Não conheço uma referência de coaching que ateste que uma pessoa deva pensar somente e exclusivamente nela. De novo, vale a distinção entre individualismo e individualidade. E acrescento o conceito do continuum da maturidade que expõe as etapas do desenvolvimento humano desde sua condição de dependente, passando por co dependente, independente até chegar no inter dependente. A dependência e a co dependência colocam o indivíduo na posição de precisar de alguém. A condição de independência e inter dependência colocam a pessoa na condição de querer estar com e apoiar alguém. Dessa forma, preparando o EU, posso ser muito mais efetivo quando estiver participando do NÓS. Ele menciona a metáfora da máscara de oxigênio e afirmo que ela faz sentido onde eu posso revezar o uso da minha máscara com o outro e jamais poderei sair do meu assento e, num momento de exortação, ir pra cabine do piloto e ajudá-lo. Seria um desastre certo no lugar do duvidoso.

 

Concordo frontalmente com ele quando diz que há um mundo mais competitivo hoje do que havia no passado. No entanto isso é um dado do problema, pois não posso mudar o mundo, mas posso dar um novo significado a isso. Ao invés de querer produzir mais resultado com menos recursos externos, como ele sugere no que tange a produtividade, penso na ideia de produzir mais com MAIS, sendo esse MAIS, mais criatividade, mais ousadia, mais foco, mais determinação, ou seja, mais recursos internos para sermos mais eficazes na gestão dos recursos externos (máquinas, matéria prima, informações, etc).

 

Concordo também quando ele repele a ideia de se referir às pessoas como recursos humanos. Essa expressão vem da Era Industrial, mas levanto a deixa quando ele diz que pessoas merecem ser tratadas com dignidade e respeito, mas acredito ser muito importante demonstrar respeito pelas pessoas reconhecendo que além de dignidade e direitos elas também têm deveres e esse é um ponto que vejo quando algumas pessoas falam sobre pessoas. Quando os direitos estão acima dos deveres, temos uma dissonância no processo de construção social. E nisso ele acerta quando menciona sua definição de sucesso. Porém, deixo claro que cada um deve encontrar sua definição e tratá-la com congruência, ou seja, o que quero fará mal ou prejudicará alguém? Se sim, mudo meu objetivo, se não, vou em frente.

 

Por fim, ele sugere também que as pessoas devam olhar mais pra fora. Acredito que, nunca na história da humanidade o ser humano olhou tanto pra fora e, por isso, está sedento por descobrir o que há dentro. A continuar a olhar pra fora, ele se perderá por completo. Ao olhar pra dentro, conhecerá o humano que habita nele e reconhecerá outros humanos quando os encontrar.

 

Me preocupa artigos como esse sendo tratados de forma superficial ainda que expressando a visão de um filósofo que, em tese, costuma tecer uma opinião mais aprofundada dos temas que estuda. Coaching e outras abordagens de desenvolvimento humano são atividades de extrema seriedade e requerem preparo das pessoas que atuam no tema, como qualquer atividade profissional requer. A questão é que existem locais onde a pessoa entra nada num dia e sai coach no outro e isso contribui para a banalização do tema e, consequentemente para esse tipo de percepção e matéria. Assim, se você é um profissional do desenvolvimento humano, faça o conceito (desenvolvimento humano) funcionar primeiro em você estudando muito, aprendendo mais ainda e compartilhando com outras pessoas, num processo de formação que tem início, meio e não tem fim.

 

De qualquer forma a matéria tem sua importância. Assim sugiro que você reconheça o seu coach se ele te ajuda a ser um humano melhor, se for competente e útil em sua jornada.

Caso contrário, recomendo que aceite o conselho de Svend Brinkmann e demita-o.

 

Boa jornada.

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